Doação e comodato de acervos
A CAMP recebe acervos, fundos, coleções e conjuntos documentais relacionados à arquitetura, urbanismo, design, construção e patrimônio.
Nosso interesse é preservar o maior número possível de documentos capazes de contribuir para a compreensão da arquitetura brasileira. Recebemos tanto acervos completos quanto conjuntos parciais.
Não é necessário que o material esteja organizado, catalogado ou digitalizado para ser apresentado à CAMP.
Tem material guardado e não sabe por onde começar? Uma descrição aproximada e algumas fotos já bastam para iniciarmos a avaliação.
Apresentar um acervo à CAMPQue tipos de materiais recebemos
Temos interesse em materiais produzidos ou reunidos por arquitetos, escritórios, engenheiros, designers, fotógrafos, pesquisadores, professores, construtores e outros profissionais relacionados à arquitetura.
Entre os materiais de interesse estão:
- Projetos de arquitetura
- Desenhos técnicos
- Plantas
- Cortes e elevações
- Croquis
- Estudos preliminares
- Desenhos à mão
- Cópias heliográficas
- Perspectivas
- Pranchas de apresentação
- Desenhos de detalhamento
- Projetos executivos
- Documentos de obra
- Memoriais
- Cadernos de especificação
- Correspondências
- Fotografias
- Ampliações fotográficas
- Negativos
- Slides e diapositivos
- Filmes
- Contatos fotográficos
- Fotografias de obras e canteiros
- Maquetes
- Modelos
- Documentos profissionais
- Catálogos
- Publicações
- Revistas
- Livros relacionados à trajetória profissional
- Recortes de imprensa
- Materiais de concursos
- Apresentações
- Arquivos digitais
- CDs, DVDs, discos rígidos e outras mídias
- Documentos de escritórios de arquitetura
- Arquivos pessoais relacionados à produção arquitetônica
Se houver dúvida sobre a relevância de um material, recomendamos que ele seja apresentado à CAMP antes de qualquer descarte.
Não descarte antes de conversar conosco
Materiais que parecem repetidos, incompletos ou sem identificação podem conter informações importantes.
Uma anotação em uma prancha, uma sequência de slides, uma fotografia de obra, um croqui sem data ou uma pasta aparentemente administrativa podem ajudar a identificar projetos, autores, períodos e processos de trabalho.
Por isso, recomendamos que nenhum conjunto seja separado ou descartado antes de uma avaliação inicial. A organização existente também pode conter informações sobre a forma como o arquiteto ou o escritório trabalhava.
Acervos completos ou parciais
A CAMP pode receber:
- Fundos completos de arquitetos e escritórios
- Partes de um acervo
- Documentação relacionada a um único projeto
- Conjuntos de fotografias
- Arquivos de negativos ou slides
- Maquetes
- Bibliotecas especializadas
- Documentação técnica
- Materiais encontrados posteriormente por familiares ou antigos colaboradores
- Documentos complementares a acervos já existentes na CAMP
Mesmo conjuntos pequenos podem possuir grande relevância documental.
Quem pode entrar em contato
Recebemos propostas de:
- Arquitetos
- Famílias e herdeiros
- Escritórios de arquitetura
- Antigos sócios e colaboradores
- Fotógrafos
- Pesquisadores
- Professores
- Colecionadores
- Universidades
- Instituições culturais
- Empresas
- Proprietários de imóveis
- Pessoas que tenham recebido ou encontrado documentação relacionada à arquitetura
Não é necessário conhecer previamente a quantidade exata de documentos. Uma descrição aproximada e algumas fotografias do conjunto já permitem iniciar a avaliação.
Doação e comodato
Cada proposta é analisada individualmente, e a modalidade é definida na conversa com a CAMP.
Doação
O conjunto documental é transferido para a CAMP para preservação, organização, documentação e gestão institucional. Após o recebimento, o material passa a integrar os acervos sob responsabilidade da instituição.
A CAMP poderá realizar levantamento, higienização, acondicionamento, organização, digitalização, catalogação, pesquisa e disponibilização do material de acordo com seu planejamento técnico e com as condições estabelecidas no instrumento de doação.
As condições relativas à titularidade, direitos autorais, acesso e utilização dos documentos são registradas formalmente.
Comodato
O acervo permanece sob guarda e gestão da CAMP sem transferência definitiva de propriedade. As condições são estabelecidas em instrumento próprio, incluindo prazo, responsabilidades, acesso, tratamento documental, digitalização e demais condições aplicáveis.
Esse formato pode ser utilizado quando a família, o profissional ou a instituição deseja manter a propriedade do conjunto, mas necessita de estrutura adequada para sua preservação e organização.
O que acontece depois do recebimento
O processamento varia de acordo com o tamanho e as características do conjunto. De forma geral, os acervos podem passar pelas seguintes etapas:
Recebimento e registro
Documentação da procedência, condição de chegada e informações disponíveis.
Diagnóstico
Levantamento de volume, suportes, estado de conservação e organização existente.
Identificação
Reconhecimento de projetos, autores, datas, séries e tipos documentais.
Higienização
Limpeza superficial e preparação dos materiais quando necessária.
Organização
Estruturação do conjunto respeitando sua procedência e relações documentais.
Acondicionamento
Transferência para caixas, pastas, tubos e demais materiais adequados.
Codificação
Criação de identificadores para relacionar o documento físico, o arquivo digital e o registro catalográfico.
Digitalização
Produção de reproduções digitais adequadas ao tipo de material.
Catalogação
Registro de autoria, projeto, data, localização, tipologia, procedência e demais informações disponíveis.
Pesquisa e difusão
Utilização dos materiais em pesquisas, publicações, exposições e outras atividades, respeitando as condições de acesso e direitos aplicáveis.
Documentos sem identificação
A falta de identificação não impede que um acervo seja apresentado à CAMP. É comum receber materiais sem data, sem nome de projeto ou sem informações completas de autoria.
A identificação pode ser construída posteriormente por meio da comparação entre documentos, pesquisas, publicações, entrevistas, registros de outros acervos e informações fornecidas por familiares e antigos colaboradores.
Por isso, materiais não identificados também podem possuir interesse documental.
Materiais em condições ruins
O estado de conservação também não deve ser motivo para descarte sem avaliação.
Papéis dobrados, documentos acumulados em tubos, fotografias antigas, negativos, slides, materiais empoeirados e caixas armazenadas por muitos anos podem ainda ser recuperáveis e possuir relevância histórica.
A CAMP realiza uma avaliação inicial para entender as condições e as possibilidades de tratamento.
Acervos digitais
Também recebemos arquivos originalmente digitais. Projetos produzidos em CAD, arquivos de imagem, documentos, fotografias digitais, apresentações, modelos e outros arquivos podem fazer parte de um acervo de arquitetura.
Discos rígidos, CDs, DVDs, computadores e outras mídias antigas também podem conter documentação relevante. Sempre que possível, recomendamos que essas mídias sejam preservadas até que seu conteúdo possa ser identificado e copiado com segurança.
Direitos autorais e acesso
A doação ou o comodato de documentos físicos não significa necessariamente transferência automática de direitos autorais.
Autoria, propriedade física, direitos patrimoniais e condições de acesso são questões distintas e podem ser definidas no instrumento correspondente.
A CAMP registra essas condições para que o tratamento e a utilização futura do acervo respeitem os direitos envolvidos.
Acervos de profissionais em atividade
Não é necessário esperar o encerramento de um escritório ou de uma carreira profissional para organizar um acervo.
A CAMP também tem interesse em conversar com arquitetos e escritórios em atividade que desejem estruturar a preservação de sua documentação.
O planejamento antecipado reduz perdas, facilita a identificação dos projetos e preserva informações que podem desaparecer com mudanças de equipe, sistemas e tecnologias.
Por que preservar agora
Grande parte dos acervos de arquitetura permanece armazenada em residências, escritórios, depósitos e espaços sem condições específicas de preservação.
Mudanças, reformas, encerramento de escritórios, falecimentos e falta de espaço são situações em que documentos importantes podem ser descartados rapidamente.
Muitos desses materiais são únicos. Depois de descartados, dificilmente podem ser reconstruídos.
Por isso, a CAMP busca identificar acervos antes que essa documentação se perca.
Se existe material em risco agora — uma mudança, uma reforma, um escritório encerrando — fale conosco antes do descarte.
Apresentar um acervo à CAMPFale com a CAMP antes de descartar
Se você possui plantas, desenhos, fotografias, negativos, slides, maquetes, documentos ou qualquer outro material relacionado à arquitetura, entre em contato conosco.
Não é necessário organizar ou selecionar previamente o material. Envie as informações disponíveis e, se possível, algumas fotografias gerais do conjunto.
A equipe da CAMP fará uma avaliação inicial e entrará em contato para entender o material e discutir as possibilidades de recebimento.
Apresentar um acervo à CAMP
Para apresentar um acervo, preencha o formulário. As informações serão avaliadas pela equipe da CAMP e utilizadas para compreender o conjunto, sua origem, quantidade aproximada, condições de armazenamento e possibilidades de incorporação.
Se você não souber se o material possui interesse para a CAMP, envie mesmo assim. Preferimos avaliar a documentação antes que ela seja descartada.
Apresentar um acervo à CAMPO preenchimento do formulário não implica aceitação automática do acervo. Em caso de dúvida, escreva para contato@camp.arq.br.

